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7 tecnologias emergentes que estão revolucionando o setor de saúde

Pesquisa conduzida pela Royal Philips, empresa que atua em tecnologia de saúde, mostrou que, no Brasil, mais de ¾ das pessoas acreditam que serviços de saúde conectados são importantes para aperfeiçoar os cuidados em todas as fases do tratamento. Quase a metade (43%) indicou que usaria soluções tecnológicas caso os profissionais da área recomendassem e 51% se houvesse subsídio do governo. Esses dados constam no estudo anual Future Health Index, que mostra os desafios de 16 países com relação a três indicadores no sistema de saúde: acesso, satisfação e eficiência. A pesquisa foi divulgada em fevereiro de 2019.

Resultados como esses reforçam por que a tecnologia na área de saúde cresce de forma exponencial em todo o mundo. Acompanhe, a seguir, 7 tecnologias emergentes que estão revolucionando os processos do setor de saúde.

1. Prontuário eletrônico
Uma pesquisa realizada em dezembro de 2018 pela Associação Paulista de Medicina/Global Summit, com 848 entrevistados, apontou que 84,67% dos médicos afirmaram usar ferramentas de TI para observação dos pacientes e para otimizar o tempo da consulta. O prontuário eletrônico é a ferramenta mais utilizada, com 76,75% das respostas. Segundo a Pixeon, empresa que atua em tecnologia para área da saúde, o prontuário eletrônico do paciente é uma
tecnologia utilizada em instituições de saúde no registro, armazenamento e controle digital das informações dos pacientes. Com a ferramenta, é possível reduzir erros, otimizar recursos, ampliar a segurança e aperfeiçoar o atendimento nas clínicas e demais organizações médicas.

2. Receita digital
O uso da prescrição digital de medicamentos vem crescendo entre os médicos brasileiros. Para se ter uma ideia, em 2018, foram realizadas na  Memed (plataforma digital para prescrição médica) mais de 3 milhões de prescrições, número que cresce substancialmente desde 2016. Segundo estimativa da companhia, a migração do papel e caneta para uma plataforma eletrônica será inevitável em 2019. Um fator importante que impactará na mudança do hábito prescritivo é o fato do próprio Sistema Único de Saúde (SUS), no qual 50% dos médicos brasileiros atuam, estar cada vez mais informatizado. Além disso, a prescrição digital permite que o profissional tenha acesso a informações sobre interações medicamentosas e alertas de alergias em tempo real.

3. Wearables
Os vestíveis na área da saúde são considerados um dos principais impulsionadores da próxima fase de crescimento dos wearables, segundo pesquisa da Tractica, empresa que atua na área de inteligência de mercado. De acordo com o levantamento, as companhias que investirem em dispositivos portáteis para acompanhamento de atividades físicas e fitness, além de wearables para prevenção e gerenciamento de condições crônicas de saúde, como diabetes e problemas cardíacos, terão sucesso a longo prazo. Aliás, o estudo aponta, ainda, que os sensores corporais devem ser o terceiro maior dispositivo wearable do segmento de saúde até 2022.

4. Internet das Coisas (IoT)
A IoT, cada vez mais presente no universo dos negócios, também começa a despontar na saúde. A Microsoft, por exemplo, já oferece diversas aplicações nesse sentido. Entre elas, soluções de serviços e sensores wearable, nas quais os médicos podem reduzir a taxa de readmissão e possibilitar o atendimento proativo, ferramentas para monitorar ativos médicos, como rastrear medicamentos em plataforma em nuvem, e sensores no leito hospitalar.

5. Inteligência Artificial (IA)
Este conceito está sendo cada vez mais utilizado. Uma prova é o Watson, sistema cognitivo desenvolvido pela IBM e que se assemelha a um cérebro, pois trata-se de uma plataforma em nuvem que vai aprendendo funções. O Watson começou a ser mais conhecido na área da saúde por se tornar um grande aliado da medicina ao assessorar os médicos nos tratamentos de câncer. A pesquisa Future Health Index, da Royal Philips, indica que tanto a população geral (25%) quanto os profissionais de saúde (30%), são a favor do uso de ferramentas de assistência médica habilitadas por IA.

6. GS1 DataMatrix
O código bidimensional padrão GS1 permite a codificação de uma grande quantidade de informações em um espaço compacto. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o uso do GS1 DataMatrix nas embalagens secundárias de medicamentos para identificação e rastreabilidade desses produtos no País. Isso porque o código possibilita a identificação única de cada item e uma série de informações como GTIN (identificador do produto), número do lote, número de série, data de validade e registro ANVISA. Com a captura, registro e compartilhamento dessas informações em cada elo da cadeia produtiva, será possível verificar todo o caminho do medicamento, desde a saída do laboratório – passando por distribuidores, hospitais, postos de saúde e farmácias – até o consumidor final/paciente. A solução, também adotada em outros países, também pode ser utilizada para identificação e
rastreabilidade de produtos para a saúde, como instrumentos cirúrgicos. Dessa forma, o GS1 DataMatrix ajuda a realizar uma gestão eficaz, garantindo a segurança do paciente.

7. Telemedicina
Em 2018, o Conselho Federal de Medicina (CFM) criou a Resolução CFM 2.227/2018 para definir e disciplinar a prática da telemedicina como forma de prestação de serviços médicos mediados por tecnologias. De acordo com a Resolução, os médicos brasileiros poderiam realizar consultas online, assim como telecirurgias e telediagnóstico, entre outras formas de assistência à distância. Entretanto, em 6 de março 2019, a CFM revogou as novas regras.
Dessa forma, voltaram valer as normas de 2002, que autorizam a telemedicina apenas para assistência, educação e pesquisa em saúde. O tema ainda gera muitas manifestações e deve continuar na pauta de discussões da classe médica.

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